O crítico de cinema; O início da carreira como jornalista


No jornal O Imparcial, em Araraquara, um diário, foi onde me firmei. Antes colaborei com a Folha Ferroviária e com o Correio Popular. O dono deste era ferroviário e amigo de meu pai e me facilitou. Confessou depois que gostou das críticas que fiz. Aqui estou na redação, catando milho, o que faço até hoje, mesmo com o computador. Adorava a redação, o estar sozinho, sentindo-me importante. Adorava esperar o jornal sair para ler minhas criticas. Meus amigos estavam na biblioteca, nas quadras jogando futebol de salão, namorando as jovens na piscina do tênis ou da ferroviária, mas eu era feliz ali, ainda que sozinho. Tinha completado 16 anos. Ia ao cinema todas as noites, tinha um passe especial, chamado permanente que me dava o direito de entrar de graça. Via um filme até cinco vezes seguidas. Minha cabeça formou-se com imagens.

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